Existem duas maneiras de ir da minha casa até o cursinho:
a) Pegar um ônibus e um metrô e desembolsar R$6,75
b) Pegar um ônibus que pára no terminal e fazer 3.500 baldeações que sai por R$3,00
O jeito "a" me custa R$13,50/dia, já o "b" R$6,00 - menos que a metade de "a".
Acontece que o ônibus do terminal só roda até às 23:30 e como tem 3.500 baldeações pra fazer não consigo chegar lá a tempo, então ontem ( semana passada fiquei só em "a" e passei o fds sem um puto no bolso ) decidi ir de "b" e voltar de "a" pra dar uma economizada que não tá fáceo essa vida.
Ok. As 2 primeiras trocas de metrô/trem foram tranquilas porque eu estava no contra-fluxo,mas foi chegar na linha amarela - que tem 200 escadas rolantes porque o metrô beira o inferno de tão fundo que é - que o drama começou. O fluxo de gente naquele lugar só não era maior que na Sé, porque olha, se vacilar cê sai pisoteada dali. Sério. Eu nem sabia mais se tava andando ou se a galera tava me levando.
Aí chegou a hora de entrar no trem. Eu olhei pro vagão e pra plataforma e já dava pra sentir que o que estava por vir não seria coisa boa. Eu não sei o que acontece com as pessoas quando a porta abre, eu só sei que elas ficam com tanto sangue no zóio pra entrar que se você não entrar no clima até a velhinha de andador passa por cima sem dó e ainda te manda pro inferno. A porta abriu. Geral entrou e COMPACTOU! C-O-M-P-A-C-T-O-U!
Passei as horas restantes tentando recuperar a forma normal porque sai de lá parecendo um pão prensado.
Só sei que depois dessa tô bem de boa dessa economia aí, até porque o que eu gastei com Salompas e dorflex pra dor nas costas que me deu depois, não tá escrito.
Se bilhete único fosse abadá o metrô seria assim.
