sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A loka da tesoura

Em um espaço de menos de 1 ano mudei meu cabelo 5 vezes! Começou quando eu inventei num sábado à noite que eu tinha que cortar minha franja, como não tinha nada melhor pra fazer - assistir zorra total nunca é opção - peguei a tesoura, chamei a minha  irmã pra ajudar e mandei bala. Os 5 primeiros minutos de euforia se transformaram em 30 de desespero, ficou um negócio torto e desajustado atravessando minha testa, um horror.
O mais legal é que eu teria que esperar até terça pra arrumar já que o salão não abre nem domingo e nem segunda. Só ficar em casa trancada, ninguém vai ver e depois de arrumada volto ao convívio social, certo? Errado! No domingo eu tinha que viajar até Campinas pra fazer sei lá o que e ia ter que ir daquele jeito mesmo. Fiz dos grampos meus melhores amigos e fui fugindo de tudo quanto é espelho.
Acabei encontrando um salão aberto lá e pedi pro cabeleireiro dar um jeito. E ele deu. E minha franja ficou mais ou menos assim:
Eu já fui Juquinha da Balinha
Ficou com uma ponta estranha e não tinha secador ou chapinha que colocasse ela no lugar. Grampos s2. Fiz o que tinha que fazer e voltei pra São Paulo, quando cheguei corri pro salão e mostrei o estrago pra minha cabeleireira que rachou o bico de tanto rir da minha cara (¬¬') e depois acertou cortando uma franjinha.
Sempre achei que usar franjinha não era pra mim (segundo artigos que circulam por aí o formato do meu rosto não é adequado pra esse tipo de franja), mas quando eu vi o resultado foi só amor! Daí foi um pulo pra querer mudar mais.
Uns meses depois modernizei o corte, aí comecei a dividir de lado e agora encurtei de vez. E tudo por causa de uma burrada num sábado à noite. A burrada mais bacana que eu já fiz!
Se não fosse isso provavelmente eu não teria coragem pra ousar assim - não que eu pretenda repetir o feito porque né Juquinha da Balinha no more - hoje o meu cabelo expressa um pouco de quem eu sou e colocou pra fora as mudanças que eu vivi por dentro. Não é à toa que ele faz parte do nome desse blog.
E eu quero continuar sempre assim, essa metamorfose capilar ambulante!